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Janeiro tem saldo positivo de vagas de emprego na RMC

Cidades que tiveram bom desempenho na abertura de empregos foram Paulínia (591), Indaiatuba (425), Itatiba (362), Americana (338) e Sumaré (328)

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Foto: Agência Brasil

Por Edimarcio A. Monteiro / Jornal Correio Popular

A indústria puxou a alta de emprego na Região Metropolitana de Campinas (RMC) em janeiro. O setor teve o saldo positivo de 2.703 novas vagas criadas com carteira assinada e foi o responsável por duas em cada três contratações no mês passado na RMC, o equivalente a 68,75% dos 3.932 novos empregos surgidos. Esse foi o saldo das 56.409 contratações e 52.477 demissões ocorridas. A indústria também obteve o segundo melhor desempenho mensal em quatro anos, inferior apenas aos 3.782 postos abertos em fevereiro de 2021, um mês que foi atípico em função de ser o início da retomada da economia após a crise gerada pela pandemia de covid- 19 no ano anterior, quando ocorreu uma avalanche de demissões. 

As 20 cidades da Grande Campinas foram responsáveis por 10,22% de todos 26.433 novos empregos industriais criados no mês passado no Estado de São Paulo, revelou o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. “Foi um resultado muito positivo e é surpreendente a indústria ter esse comportamento”, avaliou a economista Eliane Navarro Rosandiski, professora da PUC-Campinas. Para ela, o resultado ajuda a aumentar massa salarial, ao pagar os melhores vencimentos, o consumo das famílias e a manter a economia aquecida neste início do ano. 

O mês retrasado foi o primeiro janeiro com saldo positivo no emprego na RMC em quatro anos. Em 2022, foi registrado o fechamento de 7.839 vagas; no ano seguinte, 12.380; em 2024, 12.368. Na RMC, além da indústria, a construção civil também teve saldo positivo em janeiro, com a abertura de 1.344 novas vagas, assim como serviços, que criou 1.217 vagas. Dois setores tiveram desempenho negativo, com as demissões superando as admissões. A agropecuária fechou 103 postos de trabalho e o comércio, 1.229.

EM ALTA 

Em Campinas, foram criadas 436 vagas industriais, ocupando a liderança na região. Uma multinacional iniciou em janeiro o processo pra a contratação de 88 novos funcionários para sua unidade local, com oportunidades abertas para diversas funções, entre elas líder de time, consultor e analista de vendas, engenheiro de produto e engenheiro de planejamento, segurança e qualidade. Suas operações estão divididas em quatro setores de negócios: mobilidade, tecnologia industrial, bens de consumo e energia e tecnologia predial. A indústria emprega em torno de 5 mil funcionários em sua unidade no município, onde fica a sede brasileira da indústria de origem alemã. 
 
“Com mais de 70 anos de operação no Brasil, a empresa continua investindo fortemente no país que nos permite seguir na rota de crescimento dos nossos negócios e, assim, também impulsionar o desenvolvimento da sociedade onde estamos inseridos. Estamos bem-posicionados para enfrentar os próximos desafios, e a América Latina segue sendo uma região de alto potencial”, afirmou o CEO e presidente da companhia na América Latina, Gastón Diaz Perez. Ele anunciou no mês passado um investimento de R$ 521 milhões até 2027 para alavancar a pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) nas áreas de mobilidade sustentável, segura e conectada, indústria 4.0 e sistemas inteligentes para o agronegócio, além de remanufatura de componentes automotivos. 

NOVAS VAGAS 

Uma indústria química de Valinhos também começou 2025 com 20 novas vagas de auxiliar de produção. Ela fabrica produtos para limpeza doméstica, higiene e cuidados com pets e estética automotiva, com a linha de cerca de 200 produtos sendo comercializadas no mercado nacional e exportada para todos os países da América do Sul, Estados Unidos, Ásia e parte da Europa. De acordo com a empresa, as contratações são para reforçar a equipe e atender ao aumento nas vendas. As vagas contam com benefícios como vale transporte, vale-alimentação, assistência médica e odontológica, entre outros. A empresa, que em 2025 completa 50 anos, tem aproximadamente 250 colaboradores. 

Para Eliane Rosandiski, o resultado do comércio acende um sinal de alerta e é preciso ter cautela quanto a desempenho econômico em 2025. “Dois segmentos olharam o cenário, cada um com a sua lente”, destacou a economista, referindo-se à discrepância dos números da indústria e do comércio. “Ao mesmo tempo, há um PIB (Produto Interno Bruto) crescendo, uma massa salarial crescendo, uma economia ativa, mas também há incertezas”, explicou. 

De acordo com a professora da PUC-Campinas, alguns fatores, como as medidas de proteção de mercado adotadas pelo novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e as consequências que provocará na cotação do dólar, alta dos juros e da inflação dos alimentos provocaram “uma puxada de freio da política macroeconômica” brasileira, analisou.

Neste momento, os setores da economia estão reagindo de forma diferente, com a indústria mantendo o ritmo de crescimento iniciado em 2024, enquanto os indicadores do comércio dão sinais de retração. 

Segundo Eliane Rosandiski, é preciso aguardar os próximos meses para ter um cenário mais definido dos rumos da economia. Santa Bárbara d’Oeste é um exemplo dessas incertezas, apesar de registrado a criação de 196 empregos em janeiro. A indústria foi o único segmento com saldo positivo de emprego na cidade, com a geração de 402 empregos, o segundo melhor desempenho do setor na RMC. Porém, os serviços tiveram o fechamento de 120 empregos, seguidos pelo comércio (61), agropecuária (17) e construção civil (7). Na Região Metropolitana, 16 municípios fecharam janeiro com alta nas contratações e quatro em queda. Holambra foi a cidade com o maior número de fechamento de vagas, saldo negativo de 316, seguida por Vinhedo (-19), Santo Antônio de Posse (-13) e Morungaba, (-3). 

Campinas liderou as contratações, com 721 novos postos, mas a economista alertou para o avanço das vagas temporárias, com participação de 15% no total, ou seja, 108 empregos. “Quando comecei a pesquisar os empregos (em 2021), a participação era de 5%”, comparou Eliane Rosandiski. Outras cidades que tiveram bom desempenho na abertura de empregos foram Paulínia (591), Indaiatuba (425), Itatiba (362), Americana (338) e Sumaré (328). 

São Paulo foi o Estado que registrou o maior saldo positivo de novas vagas com carteira assinada, com 36.125 postos de trabalho, resultado de 706,7 mil admissões e 670,6 mil desligamentos no mês. Os dados do Novo Caged mostraram o resultado estadual positivo em quatro dos cinco grandes grupos de atividades econômicas. O destaque foi o setor de indústria, com o saldo de 26.433 vagas, seguido pela construção (16.285), serviços (9.078) e agropecuária (1.979). Apenas o setor de comércio apresentou desempenho negativo, com o encerramento de 17.650 postos. 

No Estado, as novas vagas com carteira assinada foram ocupados, em sua maioria, por pessoas do sexo masculino (27.227). As pessoas com ensino médio completo foram as mais contratadas (19.650), enquanto os jovens entre 18 e 24 anos formaram o grupo com maior saldo de vagas: 19.997.

A capital São Paulo foi o município com melhor saldo no Estado em janeiro, tendo gerado 6.105 novos postos. Na sequência dos municípios com melhores desempenhos apareceram Sorocaba (1.478), Sertãozinho (1.391), Piracicaba (1.331) e Araraquara (1.212). O Brasil gerou 137.303 postos de trabalho com carteira assinada no mês passado. O resultado foi fruto da diferença entre o total de 2,27 milhões de pessoas admitidas e 2,13 milhões de desligamentos.

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